The Incredible Hulk – 2008
Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Zak Penn
Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Paul Soles, Débora Nascimento
Podem criticar a vontade, mas continuo preferindo o “Hulk” de 2003, não que esse seja um filme ruim, mas não é nada demais e é claramente sem conteúdo. Em “O Incrível Hulk”, a mão dos produtores é clara, o que resulta em uma mega produção com cenas de ação excelentes e bons efeitos especiais, mas com diálogos fracos e uma troca total de elenco. Edward Norton está muito bom como Bruce Banner, Tim Roth está psicopata como Emil Blonsky e Liv Tyler… bem, ela é linda, mas atuando não chega nem aos pés de Jennifer Connelly, deixando Betty Ross muito a desejar.
Dizem nos bastidores que o filme conta com nada menos que 70 minutos de cenas excluídas, dando quase que para montar um outro filme. Isso demonstra que a produção estava perdida, mas muito perdida mesmo. Um ponto positivo é a aparição, mesmo que rápida, de outros personagens dos quadrinhos, como o Doutor Samson, o Doutor Samuel Sterns e o Homem de Ferro, deixando claro a intenção da Marvel de juntar no cinema os seus heróis. Ou seja, preparem-se para os Vingadores, Guerra Civil e todas as confusões que tem nos quadrinhos. Vale dizer que Lou Ferrigno, o Hulk do seriado, mais uma vez faz uma ponta como segurança, além de ser a voz do Hulk.
“O Incrível Hulk” começa do ponto onde o anterior terminou, com Bruce Banner fugindo do exército dos Estados Unidos. Ele trabalha em uma fábrica de refrigerantes no Rio de Janeiro e depois de um pequeno acidente, uma gota de seu sangue cai em uma garrafa e se mistura com o líquido. A pessoa que bebe o refrigerante (Stan Lee) acaba tendo uma reação aos raios gama presente no sangue de Banner e isso desperta a atenção do General Ross (William Hurt), que imediatamente monta uma equipe para capturar o cientista. A equipe liderada por Emil Blonsky, desembarca no refugio de Banner, a favela da Rocinha. A produção poderia ter buscado a informação, mas parar armado em uma favela brasileira é burrice, nem o Capitão Nascimento encararia uma dessas.
A captura de Bruce Banner falha, ele foge e começa a sua peregrinação de volta a casa. Já nos Estados Unidos, Bruce tenta encontrar os dados sobre seus testes físicos para enviar ao Mr. Blue, que é o Doutor Samuel Sterns (Tim Blake Nelson), um cientista que a principio ajuda Bruce a se curar. Quando finalmente ele faz contato com Betty Ross, o exército cai matando, Bruce vira Hulk e aí é tiro para todo lado, carros esmagados e o primeiro duelo entre o agora bombado Emil Blonsky e Hulk. Obviamente Hulk leva a melhor e ainda salva a sua amada Betty, fugindo logo depois. Já recomposto, Bruce e Betty se dirigem a Nova York para encontrar o Doutor Sterns e tentar se livrar do monstro verde. No laboratório de Sterns, o teste da certo e Bruce se livra de Hulk, mas faz isso na hora errada, pois o exército aparece no lugar, com Emil Blonsky recuperado da surra. Sem sua “arma”, Bruce é capturado e levado pelo General Ross.
Empolgado com a idéia de ficar patola, Emil força o Dr. Sterns a fazer o teste nele, mas com o objetivo inverso, se transformando no Abominável, um monstro extremamente forte e ignorante. Fora de controle, o Abominável começa a destruir a cidade de Nova York, então Bruce decide voltar a ser o Hulk e salvar o dia. O combate entre os dois é a melhor parte do filme, sendo uma sequência de ação e porrada muito bacana, com direito até ao “Hulk esmaga”.
“O Incrível Hulk” é mais fiel aos quadrinhos, mas não possui nenhuma grandeza cinematográfica, contentando-se em ser só mais um filme.
Junho 18, 2008 at 2:32 pm
Olá Lucas,
Ainda não assiti esse novo Hulk, mas tirando pelo sua opinião sobre o filme, me parece que ele será no mesmo estilo que Homem de Ferro, como você mesmo disse “não possui nenhuma grandeza cinematográfica, contentando-se em ser só mais um filme”, parece que é isso que a Marvel está fazendo com seus super-heróis, tornando-os nada mais do que simples quadrinhos animados nas telas sem nada tão emocionante a ponto de trazer a massa da população aos cinemas.
É como se eles estivessem pensando em trabalhar com o cinema como se trabalha com quadrinhos, uma revista por mês, com histórias legais mas nada taãããõ bacana, e lá pelas tantas tem uma saga que mexe com o universo de todos os personagens.
Bom, quem sabe se não é esse o plano deles:
Fazer histórias “mornas” de introdução de muitos de seus personagens e depois começar a criar filmes de “Super Sagas” que unam todos os filmes e que realmente representem histórias emocionantes e empolgantes.
É uma idéia boa, mas imagine fazer filmes muito bons, muito emocionantes, com ótimos roteiros e depois criar uma saga que reunisse todos esses filmes! Seria muito melhor.
O que podemos fazer? Aguardar para ver.
Já me expressionei demais.
Um Abraço!
Junho 20, 2008 at 1:21 pm
Lucas disse “creio eu que tarde demais”.
Concordo contigo Lucas. Parece que a estratégia da Marvel é apenas manter os fãs de quadrinhos que ela já tem, ao invés de fazer novos fãs como aconteceu com Spider-man (o primeiro filme), atraindo todo tipo de público.
Eles poderiam fazer filmes muito melhores.
Acredito no seguinte:
“Faça um filme bom e logo será esquecido.
Faça um filme incrível e será lembrado por toda a eternidade.”
Um Abraço!