Doomsday – 2008

Direção: Neil Marshall

Roteiro: Neil Marshall

Elenco: Rhona Mitra, Bob Hoskins, Alexander Siddig, MyAnna Buring, Craig Conway

O desapontamento com essa filme é enorme, já que nos primeiros 30 minutos a atmosfera criada e a seqüência com cenas rápidas e cortes secos da um clima bacana. Mas depois disso o filme descamba pra uma versão anos 2000 de “Mad Max” e “Fuga de Nova York” e “Fuga de Los Angeles”, só que de uma forma tosca. Um grupo com aspecto de punk de boutique fazendo tumulto e uma outra galera com trajes medievais e morando em um castelo dão o tom ridículo aos filme.

A direção e o roteiro foram de Neil Marshall, que dessa vez não conseguir fazer um bom trabalho, além de uma história lotada de furos. Tudo bem que não é possível se ater sempre a realidade nos filmes, mas esse esquece um detalhe básico que existe em “Mad Max” e nos “Fugas”, uma civilização abandonada e sem produção não tem suprimentos, energia elétrica ou outros luxos, mas aqui temos tudo isso e de forma abastada.

A história começa nos tempos atuais, quando um vírus se espalha e mata uma galera na região de Glasgow na Escócia. O governo Britânico decide isolar a Escócia e faz um muro no estilo do Muro de Adriano. Passados mais de 20 anos, o vírus volta atacar a ilha, agora no centro de Londres e o governo decide enviar um grupo de elite para procurar uma cura entre os sobreviventes.

Até ai o filme vai bem, mas depois disso surgem os punks de boutique e a pauladas matam quase todo o time do governo. Os sobreviventes, liderados pela Major Sinclais (Rhona Mitra), depois de um certo tumulto conseguem fugir e contando com a ajuda de Cally (MyAnna Buring), uma sobrevivente do vírus, vão atrás do Doutor Keane (Malcom McDowell), o médico que investigava a cura para o vírus. Eles sobem meia Escócia e quando chegam a uma floresta são interceptados por cavaleiros medievais, que pertencem ao grupo do Doutor Keane. No castelo tudo lembra a Idade Média, as roupas, os duelos e a ignorância. Depois de mais um tumulto o grupo da Major Sinclair foge e segue rumo para o muro, mas no caminho vão trombar com os punks de boutique e promover mais um tumulto, que é descaradamente copiado de Mad Max.

Quando você pensa que acabou o filme te premia com uns 20 minutos de nada, umas sequências idiotas e que nada acrescenta.

“Juízo Final” não presta, é uma cópia de mal gosto de outros filmes.