Genghis Khan – O imperador do medo

Aoki Ôkami: chi hate umi tsukiru made/The Blue Wolf: To the Ends of the Earth and Sea – 2007

Direção: Shinichirô Sawai

Roteiro: Takehiro Nakajima, Shoichi Maruyama

Elenco: Takashi Sorimachi, Rei Kikukawa, Ken’ichi Matsuyama, Naoki Hosaka, Yoshihiko Hakamada, Eugene Nomura, Yusuke Hirayama, Ara, Ami Takeishi

Ignorância às vezes é uma porcaria. Passei boa parte deste longo filme tentando saber quem era, ou quando ia aparecer o famoso Genghis Khan. Por dedução lógica, adivinhei quem era o cara, mas até ai tinha certa dúvida, pois todos o tratavam por seu nome de nascimento, Temudjin, já que o nome Genghis Kahn veio só aos 45 anos e isso é só no final do filme, mas mesmo assim não se explica o porquê dessa mudança de nome. A construção, e o andamento do filme não ajudam muito, o roteiro não é nada explicativo e tem passagens de texto confusas, com poucos anos se convertendo em segundos.

O filme conta a história de um dos maiores conquistadores do mundo, desde a sua infância, até o início da guerra de dominação da China, passando pela adolescência e por boa parte da vida adulta. Filho de Yesugei, líder de uma das várias tribos do território mongol, Temudjin cresceu em meio a constantes batalhas entre seu povo. Com a perda do pai, a família de Temudjin foi abandonada pelo próprio clã, já que eles não o consideravam filho de Yesugei(sua mãe fora raptada em um ataque a tribo dos Merkit). Com a ajuda de outros clãs, a família de Temudjin foi aos poucos recuperando a sua riqueza e consequentemente tornando-se um novo clã prospero e batalhador. Com o crescimento, Temudjin vai colocando em prática um sonho audacioso, unificar todas as tribos mongóis em um único império com um líder forte. O início da dominação começa com os Merkit, que após um ataque a vila de Temudjin, seqüestram a sua esposa, Bolte. Tendo recuperado a esposa e vencido os Merkit, ele vai aos poucos e por conta de seguidas e sangrentas batalhas, derrotando seus inimigos e tornando seu sonho mais próximo.

O filme tem a narração da mãe de Temudjin e ela fala desde o início da natureza bélica e às vezes cruel do filho, que nunca se cansava de entrar em batalhas e esparramar o sangue do inimigo. Mas mesmo assim, mostra um Genghis Khan respeitoso com a mãe, com a mulher e com a opinião de seus conselheiros.

O que chama muito a atenção é a diferença de conceitos presentes no filme, a noção de honra, respeito e traição são muito fortes, traços típicos das culturas orientais. Mas é bacana ver a reação de Temudjin após vencer uma batalha contra Jamuqa, um antigo aliado com quem tinha um pacto de não agressão e de amizade eterna desde a adolescência. Mesmo com a traição de Jamuqa, Temudjin não ataca seu povo e ainda faz uma proposta de conciliação ao “ex-amigo”. A relação com o filho Jochi também é interessante de se observar. Trocando-se em miúdos, é uma cultura diferente da nossa.

Apesar do roteiro não ser lá grandes coisas, a produção é muito boa, as cenas de batalhas são fantásticas, os figurinos são excelentes e a fotografia é belíssima, com cenários espetaculares e bem bonitos.

Vale muito a pena assistir suas mais de duas horas de duração, já que o tema não foi muito abordado até hoje.

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