O último rei da Escócia

O último rei da Escócia – 2006

Direção: Kevin Macdonald

Roteiro: Peter Morgan, Jeremy Brock

Elenco: Forest Whitaker, James McAvoy, Kerry Washington, Gillian Anderson, David Oyelowo, Adam Kotz

Sinceramente que não vi nada demais nesse filme, fora a boa atuação de Forest Whitaker no papel do ditador de Uganda, Idi Amin. Com tomadas estranhas, ângulos nada a ver, closes no nada e uma câmera que fica tremendo sem qualquer motivo para isso, esse é o primeiro longa do diretor Kevin MacDonald, que até recebeu um Oscar pelo documentário “One Day in Setember”.

O filme é baseado no livro de mesmo nome, escrito por Giles Foden e conta a história de Nicholas Carrigan (James McAvoy), um jovem médico escocês que logo após a formatura, decide ir para um país qualquer em busca de aventuras e começar a exercer a sua profissão. Em um criterioso método de girar o globo e apontar o dedo em um país, Nicholas acaba escolhendo a Uganda (tinha dado Canadá, mas como lá é um país insignificante, ele tentou outro). Ele chega em Uganda na época de um golpe militar, onde o general Amin derrubou o presidente Milton Obote, e seu primeiro trabalho era ajudar em uma clínica precária no interior do país. Após uma visita ao vilarejo onde Nicholas trabalha, o general sofre um pequeno acidente e é atendido pelo médico. Empolgado com o jeito de Nicholas, além de ser um fã dos escoceses, Amin o convida para ser seu médico particular. Aos poucos Nicholas vai se tornando íntimo do ditador, chegando ao ponto de ser considerado pelo próprio Amim como seu principal conselheiro. Talvez pelo fato de ter ficado encantado pelo ditador, Nicholas não consegue de início, ver a face cruel de Amin e só vai descobrindo aos poucos o que de fato ocorre com os opositores do governo. Ele tenta ir embora do país, mas Amin o impede.

As coisas pioram quando o médico engravida uma das três esposas de Amim, Kay. Após uma tentativa frustada de aborto, Key é levada ao hospital da capital, quando Nicholas chega para ajudá-la, já a encontra esquartejada. Puto da vida, ele decide matar Amin com um remédio, mas seu plano é descoberto e acaba recebendo uma punição utilizada na vila do ditador, ser levantado pela pele (a famosa suspensão)até morrer.

O foco do filme não está nas mortes causadas no governo de Amin (que foram muitas, cerca de 300.000), mas sim em mostrar o lado humano do general, com seus medos, paranóias e loucuras, assim como fizeram com Hitler em “A Queda”. Esperava mais do filme depois de tanto barulho que fizeram e por ele ter recebido mais de 30 prêmios, mas de qualquer forma é um filme que presta.

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