O Reino

The Kingdom – 2007

Direção: Peter Berg

Roteiro: Matthew Michael Carnahan

Elenco: Jamie Foxx, Jennifer Garner, Chris Cooper, Jason Bateman, Ashraf Barhom

Sabe o que é mais bizarro em “O Reino”? Ele passa o filme todo mostrando uma coisa, para no final tentar se redimir e dar uma lição de moral besta. Desde o começo as atitudes, diálogos e expressões mostram a atual postura dos Estados Unidos com relação ao mundo: eles mandam, podem fazer o que bem entendem aonde quiserem e sempre tem razão. Mas no final parece que bateu um peso na consciência e colocam uma frase que demonstra que na Guerra todos estão errados.

A abordagem do filme é batida, mostrando o FBI como o guardião do lado bom, que fará o possível para salvar o mundo das garras dos malvados. Será que alguém acredita nisso? Será que depois de tudo que rolou, os Estados Unidos ainda acham que essa postura é correta? “O Reino” tenta ser o que não é, um filme profundo que justificaria certas atitudes dos EUA. Ele é apenas um filme de ação, que começa de um jeito, tem tiroteio no meio e termina de uma forma completamente diferente.

O filme começa contando a relação do reino da Arábia Saudita com os Estados Unidos, mas isso não tem grande importância no final das contas, servindo apenas para contextualizar as coisas. Depois passamos para uma colônia estadounidense em Riad, onde trabalhadores de uma petrolífera moram com suas famílias. O local é guardado pela Guarda Nacional e policia saudita, mas mesmo com toda segurança, um grupo terrorista invade a colônia e inicia uma matança que rende na morte de mais de 100 pessoas. Uma das vítimas é o agente do FBI Francis Manner e sua morte causa uma comoção muito grande na agência que fica querendo vingança. Porém eles ficam na vontade, já que o governo não pretende enviar ninguém para Riad, mas o agente Ronald Fleury (Jamie Foxx) consegue burlar o sistema e tem cinco dias para investigar o atentado. Com eles vão os agentes Adam Leavitt (Jason Bateman), Grant Sykes (Chris Cooper) e Janet Mayes (Jennifer Garner).

Na Arábia Saudita eles vão tendo alguns probleminhas, já que não podem agir mais abertamente e isso enrola uma boa parte do filme. Quando finalmente conseguem fazer as coisas ao seu modo é que o filme começa e como são muito bons no que fazem, juntam mais provas em um dia do que toda a policia saudita em quase uma semana. Com a ajuda do Coronel Faris Alghazi (Ashraf Barhom), eles chegam a uma base terrorista e matam todo mundo, na volta, são atacados e Leavitt é seqüestrado. O grupo segue os seqüestradores até uma zona da cidade repleta de membros do grupo terrorista e mesmo com lança foguetes e com conhecimento do terreno, os terroristas são derrotados, nenhum membro do FBI leva um tiro e o que é melhor, o responsável pelo atentado fica sentadinho esperando tomar um balaço nas fuça. Depois disso começa a lição de moral idiota.

“O Reino” seria um bom filme de ação se não tivesse uma balela besta no meio. Não presta.

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