Spun

Spun – 2002

Direção: Jonas Akerlund

Roteiro: Will De Los Santos, Creighton Vero

Elenco: Jason Schwartzman, Mickey Rourke, Brittany Murphy, John Leguizamo, Patrick Fugit, Mena Suvari, Eric Roberts, Rob Halford, Billy Corgan, Peter Stormare, Alexis Arquette, Ron Jeremy

Em seu primeiro e único longa, Jonas Akerlund utilizou os mesmo recursos que o fizeram famoso na produção de vídeos-clipe, cenas rápidas com cortes secos, efeitos de passagem alucinantes, tomadas estranhas e uma câmera que não para quieta. “Spun” lembra muitas vezes um clipe feito por Akerlund, “Smack my Bitch Up” do Prodigy.

As conexões com a música não param por ai, Jonas Akerlund é ex-baterista do Bathory (se você não sabe o que é Bathory morra procure no Google), em uma cena o personagem Frisbee assiste o clipe de Mother North do Satyricon (esse se você não souber quem é, morra de vez procure no Google de novo), uma pichação na casa de Spider Mike é o nome da banda de Jason Schwartzman, o Phantom Planet e tem as participações especiais de Rob Halford (morra empalado se não souber quem é) e Billy Corgan.

A idéia original de “Spun” era ser um documentário sobre metanfetaminas, mas foi ganhando tanto conteúdo que o filme original tem mais de três horas de duração e bateu um recorde do Guiness (isso é verdade) com mais de 5000 edições. O roteiro foi escrito com base em entrevistas feitas com usuários de drogas e com pessoas que produziam as drogas, mas a idéia central veio de uma experiência de Will de Los Santos, um dos roteiristas do filme, que em 1995 serviu de motorista para um “cooker”.

O filme começa com Ross (Jason Schwartzman), um viciadão em metanfetaminas chegando na casa de Spider Mike (John Leguizamo), um traficante pra lá de doidasso. Na casa estão Nikki (Brittany Murphy), Frisbee (Patrick Fugit) e Cookie (Mena Suvari), todos muito chapados. Ross veio para comprar uma “porcaria”, mas Spider Mike teve a capacidade de perder o material e está transtornado por isso. Nikki é namorada de The Cook (Mickey Rourke), o cara que produz a “porcaria” e convence Ross a levá-la até aonde o produtor está em troca de algumas “porcarias”. Depois de 12 minutos de cenas rápidas, cortes secos e efeitos para simular as viagens que um drogado tem, o filme apresenta seus créditos iniciais.

Levando Nikki em casa, Ross consegue o “emprego” de motorista de The Cook, o trabalho é simples, ele fica a disposição do cara para levá-lo aonde precisar e em troca ganha mais “porcarias”. Durante três dias, Ross leva o cachorro verde de Nikki ao veterinário, leva The Cook para comprar mais material e quando acidentalmente a pequena fábrica de The Cook explode, ele leva o patrão para buscar mais dinheiro com Salvatore Maroni The Man (Eric Roberts). Obviamente tem mais coisas no filme, coisas sem sentido, como Spider Mike no disk sexo, o programa de policiais, Cookie no banheiro, The Cook e Ross na locadora de filme pornô e a “comovente” história da infância de The Cook.

Os efeitos criados para simular os efeitos das drogas são excelentes e engraçados pra caramba, com o uso de muitas cores, cenas que duram dois segundos, cortes secos seguidos e uso de animações bizarras. As comparações a “Requiem For a Dream” e a “Trainspotting” são normais, “Spun” não tem o apelo dramático do primeiro, mas em compensação é mais pirado que“Trainspotting” . Uma referência a “Requiem For a Dream” é quando The Cook compra um filme pornô chamado “Rectum for a Dream”.

“Spun” é um excelente filme, bem pirado e muito bem realizado, presta bastante.

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