Che: Parte Um / O Argentino

cheelargentinoChe: Part One / The Argentine – 2008

Direção: Steven Soderbergh

Roteiro: Peter Buchman

Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Julia Ormond, María Isabel Díaz, Yul Vazquez, Ramon Fernandez

Amando ou odiando a figura de Che Guevara, é inegável a importância do cara, então já adianto que o filme presta tanto para quem gosta ou não dele.

“Che” que foi mostrado em Cannes como um filme apenas, é na verdade divido em dois, conhecidos como El Argentino e Guerrilla ou mais simplesmente como Parte Um e Parte Dois. Mesmo sendo gravados ao mesmo tempo essa divisão é mais do que aceitável, já que quatro horas de filme mata qualquer um. A abordagem nesse primeiro filme é de Che Guevara durante a revolução cubana e depois dela, em cenas na sede das Nações Unidas e em conversas e uma entrevista nos Estados Unidos. Esqueçam o Che docinho e de certo modo bobinho de Gael Garcia Bernal em Diario de Motocicleta, aqui o revolucionário mostra seu lado guerrilheiro, atirando, matando e dialogando quando necessário, mas sempre um personagem centrado e muito convicto de suas ações.

A revolução já está começando em Cuba, liderados por Fidel Castro, o povo, em sua maioria camponeses, tomam armas para derrubar do poder o corrupto e aliado dos Estados Unidos, Fulgêncio Batista. Che Guevara, médico argentino é um dos principais membros do grupo revolucionário, é ele o responsável por diversas vitórias do grupo de Fidel, que refugiados em Sierra Maestra vão aos poucos derrotando os militares de Batista. A cada cidade conquistada e vitória dos revolucionários é um passo para chegarem em Havana e tomarem o poder, que a cada dia se torna mais possível e apoiado pela população.

As imagens da vida na selva e dos conflitos se intercalam com cenas de Che em um encontro na sede das Nações Unidas, quando fez um discurso defendendo as ações do novo governo revolucionário. Outras cenas fora de Cuba são de Che ainda nos Estados Unidos em conversa com diversas personalidades da política e da sociedade estadounidense. Essa mudança, quase que constante de locais e datas não é de forma nenhuma prejudicial, já que a ambientação e completamente diversa, inclusive com cores diferentes (as cenas nos Estados Unidos são em preto e branco).

Um dos detalhes bacanas da revolução mostrada no filme é que um dos pré-requisitos para entrar no grupo é saber ler e escrever, coisa que segundo o próprio Che serve para que não sejam facilmente enganados pelo inimigo. Faz todo sentido!

As atuações são muito boas, com Benicio Del Toro de encaixando muito bem no papel de Che. Para nós brasileiros vemos finalmente um papel descente para o Rodrigo Santoro, ator que tem muito talento, mas que vinha sendo muito mal aproveitado em Hollywood. Essa primeira parte dos filmes de Soderbergh é realmente muito boa, presta bastante.

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