Perigo em Bangkok

bangkokBangkok Dangerous – 2008

Direção: Oxide Pang Chun, Danny Pang

Roteiro: Jason Richman

Elenco: Nicolas Cage, Shahkrit Yamnarm, Charlie Yeung, Panward Hemmanee, Nirattisai Kaljaruek

Nessa onda toda de remakes que assola Hollywood nos últimos anos, uma coisa que eu realmente não entendo é como que uma pessoa faz o mesmo filme duas vezes. “Perigo em Bangkok” é um remake dos irmãos Pang feito pelos irmãos Pang, o que muda é que a língua passa a ser inglês ao invés de tailandes e o casting tem figurinhas mais conhecidas do público mundial. Acho que a greve dos roteristas não acabou ainda não, só pode.

Como nos últimos filmes de Nicolas Cage, “Perigo em Bangkok” é ruim, é cliche e enche o saco. Outro fator importante pro filme ser ruim é que temos Nicolas Cage. Em outras épocas eu gostava do cara, ele fazia filmes de ação interessantes, mas é fato que de alguns anos pra cá e só bomba, um filminho pior que o outro e ele com a incrível capacidade de interpretar o mesmo personagem sempre. Não vi o filme original, mas por ter os mesmo diretores aposto que nada de muito diferente deve  ter.

Joe (Nicolas Cage) é um assassino de aluguel ultra-hiper-mega fodástico. Com um código de conduta particular, ele sempre executa seus serviços com uma grande precisão e é sempre muito bem pago por isso. Ele recebe um trabalho na Tailândia a começa a executar seus alvos. Como sempre em filmes de assassinos, Joe acaba se envolvendo com pessoas que “liberam” seu lado sentimental, fazendo com que ele comece a questionar sua vida, blah blah blah e no final das contas ele começa a violar o próprio código e tudo começa a dar errado e ele acaba virando o alvo.

Esteticamente o filme não acrescenta em nada, não inova em nada e não tenta ser diferente de nada, basicamente mais um filme por ai que não faz muita questão de ser mais do que isso. Já que os desenvolvedores do filme não querem que a gente se empolgue com que estamos vendo, vamos dar isso a eles, se vocês animarem a vê-lo, façam com o maior tédio possível, quem sabe assim, atingimos o objetivo do filme? Sei lá, é uma idéia.

Duas coisas não posso deixar de observar, a primeira é o ridículo cabelo de Nicolas Cage, tão ou mais ridículo que o de Tom Hanks em “O Código Da Vinci” e a segunda é o final completamente clichê e desnecessariamente carregado de emotividade, uma emoção ridícula que beira o piegas.

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