Che 2 – A Guerrilha

cheChe: Part Two / Guerrilla – 2008

Direção: Steven Soderbergh

Roteiro: Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen

Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Carlos Bardem, Joaquim de Almeida, Lou Diamond Phillips, Matt Damon, Gastón Pauls

Continuando com a primeira parte exibida no início do ano, “Che 2 – A Guerrilha” relata os últimos meses de vida de Che Guevara. Diferentemente do primeiro, que possui um bom ritmo e boas atuações, essa segunda parte é fria, tem um ritmo que chega a dar sono e um monte de atuações totalmente desinteressadas, inclusive a de Benício Del Toro

Steven Soderbergh tentou demais nesse filme não mostrar um lado, nem defendendo e nem atacando Che, mas acabou com isso em não mostrar nada, muitas vezes o tom documentaristico lembrava History Channel e isso seria bom se o filme fosse da History Channel e não uma obra de ficção.

Depois de apresentar os inícios da revolução cubana,  “Che 2 – A Guerrilha” mostra o revolucionário argentino na Bolívia, país que tentou libertar da influência dos Estados Unidos, mas que por falta de apoio acabou morrendo. O filme começa com Fidel Castro lendo a carta de demissão de Che dos cargos que ocupava no governo cubano. Sem dizer ao público o que iria fazer, Che se despede dos amigos cubanos e de sua família e parte para a Bolívia para tentar uma nova revolução socialista no país, que na época sofria grande influência do governo dos Estados Unidos.

Diferentemente do que encontrou em Cuba, a Bolívia e os bolivianos não recepcionam muito bem Che e suas idéias. Ele entra disfarçado no país e refugiado em uma região distante prepara um grupo para tomar o poder, mas sem o apoio do Partido Comunista e dos camponeses, a empreitada de Che vai se mostrando a cada dia mais infrutífera, até que com a ajuda do governo dos Estados Unidos, o governo boliviano capture Che e com ele já preso ponha fim a vida do guerrilheiro.

O filme é cansativo, com uma narrativa lenta e sem muitos pontos positivos. Continua sendo uma versão imparcial dos fatos, sem tentar mostrar Che como vilão ou herói, mas nem isso salva muito, é um bom filme histórico, mas uma ficção chata.

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