Distrito 9

district9District 9 – 2009

Direção: Neill Blomkamp

Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell

Elenco: Sharlto Copley, Jason Cope, Louis Minnaar, Vanessa Haywood

Todos ou quase todos filmes com alienigenas partem da idéia de que os caras vem aqui para acabar com a nossa vida e repovoar o planeta, em “Distrito 9” as coisas são bem diferentes. O filme, escrito e dirigido pelo sulafricano Neill Blomkamp, é baseado no curta do próprio Blomkamp, “Alive in Joburg”, de 2005 e é feito misturando cenas de um falso documentário com cenas “reais” de ação. A produção é de um tal de Peter Jackson, então já da pra saber que o filme foi gravado com as câmeras Red, o sonho de consumo da minha vida cinematográfica.

O orçamento foi de “apenas” 30 milhões de verdinhas, o que pra lá não é absolutamente nada e já nas primeiras semanas esse valor foi arrecadado nas bilheterias dos Estados Unidos. O sucesso do filme se dá por duas razões, um marketing pesado e eficiente e um filme de qualidade, seja de roteiro, direção e efeitos especiais. Como parte da campanha de divulgação, placas foram espalhadas pelas maiores cidades dos Estados Unidos com os dizeres de local restrito para humanos, dando um número de contato e o endereço do site do filme.

Há 20 anos, uma nave extraterrestre está parada na periferia de Joanesburgo na África do Sul e os tripulantes foram encontrados em péssimas condições, sendo levados para terra firme e assentados no Distrito 9. As condições de vida não melhoraram muito para os alienigenas, o distrito se tornou uma favela e os problemas só foram aumentando com o passar dos anos e o péssimo tratamento dado pela MNU, empresa contratada para gerir o local.

A tensão entre humanos e alienigenas tinha chegado a um limite e então a MNU decide acabar com o distrito 9, levando os aliens para um novo local, em teoria mais apropriado e distante dos humanos. Para que as ordens de despejo sejam entregues, o funcionário da MNU Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) é designado para bater de porta em porta dos barracos e recolher as assinaturas dos moradores. Em uma tarde conturbada em que ele é mal recebido nas casas e toma porrada, Wikus acaba se contaminando com um fluido extraterrestre que incialmente o faz se sentir mal, mas que depois provoca a queda das unhas e outras complicações até ser levado ao hospital. Lá, acabam constatando que a exposição ao fluido está transformando Wikus em um alienigena e assim se tornando um grande trunfo para a MNU. Como as armas trazidas pelos alienigenas só funcionam com os seus DNAs, a MNU resolve usar Wikus para fazer mais dinheiro e fabricar as armas para uso terrestre.

Wikus consegue fugir do quartel general da MNU e sem poder voltar para casa, ele se dirige para o único local seguro, o distrito 9 e lá reencontra Christopher Johnson, o alien que produziu o fluido para tirar seu povo dali. Assim, os dois se unem para salvar a vida de Wikus e tirar os alienigenas do distrito 9, mas para isso terão que pegar o fluido que está na MNU e enfrentar o exercito privado da empresa.

O filme é muito bem produzido, com os alienigenas sendo feitos por computação gráfica num detalhismo impressionante. Em muitas cenas foram usados pedaços de animais mortos, encontrados nos locais de filmagem, já que favelas de verdade foram usadas como locação.

Como estreias em longas, Neill Blomkamp e Sharlto Copley se saem muito bem, se tornando boas promessas. O ator que parece não se entusiasmar muito com essa coisa do mundo cinematografico e já declarou que não pretende seguir na carreira. Seu único papel antes de “Distrito 9” foi em “Alive in Joburg”, o que demonstra que o cara fala sério ou ele só topa participar dos filmes com Blomkamp.

“Distrito 9” é um excelente filme, uma boa respirada para o gênero de filmes de aliens que precisava de uma idéia nova no mercado.

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