A Guerra dos Rocha

guerraA Guerra dos Rocha – 2008

Direção: Jorge Fernando

Roteiro: Maria Carmem Barbosa

Elenco: Ary Fontoura, Marcello Antony, Taís Araújo, Lúcio Mauro Filho, Diogo Vilela, Nicete Bruno, Ludmila Dayer, Giulia Gam, Cecília Dassi

Por uma razão de respeito a toda coragem que uma pessoa, ou grupo de pessoas, deve ter para fazer cinema no Brasil, não gosto muito de criticar os filmes nacionais. Porém existem alguns casos em que nem a boa vontade inicial pode prevalecer e assim é com “A Guerra dos Rocha”, um filme sem graça e estupido.

Creio que uma das razões para o insucesso do filme é que o elenco e o diretor são mais acostumados com a televisão e isso as pessoas devem colocar na cabeça no Brasil, mídias diferentes requerem práticas e técnicas diferentes. Esse erro é cometido a muito tempo e os resultados são quase sempre péssimos. Óbvio que existem casos de atores e/ou cineastas que sairam da televisão ou da publicidade, mas aí são raríssimas as excessões e de uma forma ou de outra eles optaram pelo cinema como arte principal, não o contrário.

“A Guerra dos Rocha” tem até um cunho social, já que trata de uma família que não respeita a matriarca e ela fica em um jogo de empurra-empurra de filho para filho. Dona Dina (Ary Fontoura) mora com o filho Marcelo (Lucio Mauro Filho) e a nora Carol (Tais Araújo), mas depois de atrapalhar todo um trabalho que a nora levou a noite para fazer e ainda estragar um eletrodoméstico, ela é expulsa da casa e vai procurar o filho do meio, César (Marcello Anthony). Porém na casa de César, Dona Dina só é bem recebida pela neta Bebel (Cecília Dassi) e pra piorar a nora Julia (Giulia Gam) a expulsa pela segunda vez no dia. A terceira opção é o filho Marcos (Diogo Vilella), um senador que naquele exato momento dava uma festa particular para angariar votos para sua absolvissão em um julgamento. Mais uma vez Dona Dina é má recebida e escorraçada da casa, sendo levada pelo motorista do filho até a casa de Marcelo.

Enquanto Dona Dina tenta voltar para a casa de César, já que ninguém estava na casa de Marcelo, os filhos se reunem para decidir o que fazer com a velha e quem tem a responsabilidade de ficar com ela. Como a discussão não parece ter um vencedor e nem um derrotado, Dona Dina vai parar na casa da vizinha, Nonô (Nicette Bruno). Lá, após uma pequena conversa, as duas são abordadas por dois ladrões, que as mantêm presas na casa. Com o sumiço da mãe, os filhos à procuram pelos hospitais da cidade e acabam encontrando um corpo que os leva a crer ser de Dona Dina. O velório acaba virando mais uma discussão de o que é de quem na herança, mas ai Dona Dina aparece após conseguir se livrar dos ladrões e colocar ordem na família.

O filme ocila de ruim para péssimo, tento um único momento que salva, a discussão no banheiro entre Dona Dina e Nonô, de resto o filme não presta mesmo.

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