Halloween II

halloweenHalloween II – 2009

Direção: Rob Zombie

Roteiro: Rob Zombie

Elenco: Scout Taylor-Compton, Malcolm McDowell, Tyler Mane, Brad Dourif, Sheri Moon Zombie, Chase Wright Vanek, Danielle Harris

Depois da cagada de lançar o primeiro filme dois anos depois e com uma centena de cortes absurdos, a distribuição do segundo Halloween repete o erro e o filme só chega no Brasil em Janeiro de 2010, depois ainda perguntam porque muitas pessoas preferem baixar os filmes via Internet. Repetindo o erro pela segunda vez, o Brasil perde a chance de ver o último Halloween com a direção de Rob Zombie na época certa, já que o próximo, que será em 3D, vai ser com outro diretor, ainda não divulgado.

Rob Zombie não é o diretor mais original do mundo, mas não que isso chegue a ser um defeito, seus filmes são repletos de citaçães a filmes clássicos, chegando a algumas vezes a parecer uma copia descarada. Aqui com “Halloween II”, ele decidiu dar mais asas a sua imaginação, na verdade topou de continuar a saga para que não “arruinassem” a sua visão e de certa forma ele mesmo desandou a parada. “Halloween II” é mais brutal que o primeiro, as mortes são mais bem feitas, o sangue jorra em boa parte do tempo, o ar continua muito mais obscuro e raivoso, mas por alguma razão, Rob Zombie resolveu colocar coisas paranormais, com Michael Myers recebendo constantes visitas da mamãe morta e dele mesmo na infância. Da metade para o final do filme, as aparições dos dois são constantes e acabam que justificam as ações de Michael, que na verdade só está fazendo o que faz por ordens da mãe, uma coisa bem Norman Bates. Esse uso exagerado das visões de Michael acaba piorando quando Laurie (Scout Taylor-Compton) entra na viagem do irmão, ai a coisa vira uma alucinação coletiva entre familiares. Isso não fez sentido e pesa muito contra o filme.

A vantagem é que no geral, “Halloween II” é um bom filme de terror, conforme disse acima, as coisas estão bem mais brutais, Michael continua sendo representado pelo enorme Tyler Mane e pela primeira vez a primeira morte não é com uma faca de cozinha e o rosto de Michael adulto não é coberto por uma máscara em todas as cenas (mesmo assim não dá pra ver a cara dele, fiquem sossegados).

O roteiro, também escrito por Rob Zombie, pode ser resumido nas seguintes frases: Michael segue a irmã, mata quem aparece pela frente, toma porrada, toma tiro, mas permanece firme e forte no seu objetivo. E bem, mesmo eu sendo um fã dos Halloweens, a história é sempre por ai mesmo, mas dane-se, afinal o que queremos ver é o Michael enfiando a porcaria da faca nos outros.

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