Martyrs

martyrsMartyrs – 2008

Direção: Pascal Laugier

Roteiro: Pascal Laugier

Elenco: Morjana Alaoui, Mylène Jampanoï, Catherine Bégin

Malditos “Jogos Mortais”. Por mais bacana que o primeiro episódio da saga de Jigsaw seja, ele rendeu uns frutos nada agradáveis para o cinema atual. Fora as milhões de sequências sem sentido com o nome de Jogos Mortais, fazer filmes com tortura virou hábito e a cada ano pelo menos uns três filmes sairam pelo mundo afora. A França , juntamente com os Estados Unidos foi a que mais produziu filmes assim, alguns bons, alguns mais ou menos e alguns mediocres. “Martyrs” é dirigido por Pascal Laugier, o cara que vai estar a frente do remake de Hellraiser.

Sinceramente essa coisa toda de filmes de tortura já deu, a fonte secou. Ou alguém faz algo de novo, ou todos os filmes a partir daqui vão ficar somente focados em cortes, retalhos e sangue. A maquiagem de  “Martyrs” é fantástica, muito realistica, mas a história é horrível, cansativa e com um final mediocre. Se for pra ver apenas cenas de tortura, pego um filme snuff e vou me divertir, pelo menos ali o objetivo é só de ver um ser humano sendo desgraçadamente fodido.

O filme começa com uma garota, Lucie (Mylène Jampanoï), fugindo toda ensanguentada e assustada de um local aonde estava sendo mantida como refém. Essa experiência vai afetar toda a sua vida e fazer com que ela tenha alucinações com um monstro que tenta matá-la. Sua única amiga é Anna (Morjana Alaoui) a quem ela apela após invadir uma casa e matar todo mundo, mãe, pai e os dois filhos. Lucie alega que o casal foi o responsável pelo seu sequestro e a torturava constantemente enquanto ela estava presa.

Anna tenta limpar a casa da cagada da amiga, mesmo não acreditando que aquela família aparentemente normal tenha feito o que Lucie alega. As coisas fogem cada vez mais do controle e só pioram com as constantes alucinações de Lucie, que em uma delas acaba se suicidando. Completamente desesperada, Anna acaba encontrando uma parte secreta da casa, com salas de tortura, fotos de pessoas sendo torturadas, tudo que comprove que Lucie estava certa. Ainda na parte secreta, Anna encontra uma garota que estava sendo mantida prisioneira e torturada.

Anna faz de tudo para ajudá-la, mas a garota parece completamente perturbada e em um ataque acaba levando um tiro de um grupo que invade a casa. Anna acaba sendo presa no compartimento secreta e vai sendo constantemente torturada, sofrendo espancamentos e até mesmo sendo escalpelada. O grupo que a mantém presa é nos tipos do grupo de tortura de “Hostel”, mas ao invés de torturar para se livrar do stress, aqui o grupo tortura para que as mulheres se tornem martires e descubram o que existe depois da morte.

Quando o grupo revela a sua intenção quase apelei e desliguei o filme, mas resolvi aguentar até o final, que por mais incrível que pareça consegue ser pior que qualquer explicação anterior. Termina e você fica com aquela cara de babaca. As torturas realmente são bem feitas e como disse acima, a maquiagem é perfeita, mas a história é mediocre, não prende a atenção, então todo o trabalho que o grupo de make up teve para te agradar, o diretor e roteirista Pascal Laugier conseguiu estragar.

Se você ainda tem paciência com filmes assim, “Martyrs” vai te agradar, mas se já está de saco cheio como eu, é melhor pular pra outra.

Comments
One Response to “Martyrs”
  1. Diego disse:

    Essa crítica sua fedeu a merda, cagou pela boca. O filme é fantástico

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