A Orfã

Orphan – 2009

Direção: Jaume Collet-Serra

Roteiro: David Johnson, Alex Mace

Elenco: Vera Farmiga, Isabelle Fuhrman, Peter Sarsgaard, CCH Pounder, Jimmy Bennett, Margo Martindale, Aryana Engineer

Mais um filme que poderia ter um resultado excelente se as escolhas não fossem tão erradas. “A Orfã” consegue manter um suspense até boa parte do filme, mas quando resolve dar uma reviravolta e mostrar a verdadeira história da antagonista, tudo é jogado pelo ralo. A direção do promissor Jaume Collet-Serra consegue salvar o roteiro descuidado, as escolhas de ambientação por mais clichê que sejam, funcionam perfeitamente. A casa afastada, o inverno rolando e neve pra tudo quanto é lado transmitem a idéia de afastamento que a família tem. Deve-se parabenizar o trabalho com Isabelle Fuhrman, que faz bem o seu papel de criança maligna.

John (Peter Sarsgaard) e Kate (Vera Farmiga) são um casal que após a perda do terceiro filho, ainda não conseguiu se estabilizar. Os dois tem um casal de filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e Max (Aryana Engineer). Ao decidirem adotar uma criança para superar a perda, eles acabam conhecendo no lar de adoção, Esther (Isabelle Fuhrman), uma garota russa cujo passado é desconhecido.

Com Esther em casa, algumas pequenas crises começam a acontecer, principalmente com Daniel, que não aceita a nova irmã. Aos poucos, Esther vai mostrando do que é capaz, talvez como um sistema de auto defesa contra a rejeição e o inferno começa. A primeira vítima é a irmã Abigail (CCH Pounder), que trabalhava no lar de adoção e estava investigando o passado de Esther a pedido de Kate. Com as coisas piorando, Kate vai sendo a única a perceber a maldade de Esther, já que John crê que os problemas psicológicos da esposa estejam afetando o seu relacionamento com a nova filha.

Aos poucos Kate vai descobrindo quem Esther realmente é, até chegar ao ponto de ser confrontada pela criança, que joga abertamente suas intenções. Sozinha, Kate tem que tentar salvar a sua família antes que Esther faça algo pior.

Até certo ponto o filme causa um deserviço a política de adoções, mas a solução encontrada para explicar a história de Esther consegue ser tão fraca que não da para ser levada a sério.

“A orfã” seria um filme que presta, se o final não fosse tão despretencioso.

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