Contatos de 4º Grau

The Fourth Kind – 2009

Direção: Olatunde Osunsanmi

Roteiro: Olatunde Osunsanmi

Elenco: Milla Jovovich, Will Patton, Elias Koteas, Enzo Cilenti, Corey Johnson, Hakeem Kae-Kazim

Filmes como “Contatos de 4º Grau” e “Atividade Paranormal” funcionam porque abusam da ingenuidade das pessoas. A tática de fazer uma ficção e dizer que tudo ali é real funciona, é uma excelente jogada de marketing, mas começa a irritar quando pessoas completamente inocentes defendem ferrenhamente que o que é mostrado é real, como se fosse um telejornal. Mostrar cenas supostamente reais agrada o público por uma simples questão psicológica, hoje em dia queremos ter contato com as coisas, saber se existe verdadeiramente ou não. Os méritos dos dois filmes citados acima, é que eles souberam usar muito bem explorar esse lado psicológico, cada um usando a sua forma de “realismo”.

Antes que as pessoas entrem no mérito se o filme é real ou não, assim como fizeram com “Atividade Paranormal”, previamente já digo que as cenas “reais” são gravações, a doutora Abigail Tyler não existiu, seu nome sequer existe como psicologa nos Estados Unidos e a cidade de Nome não é daquele jeito. Isso foi provado, o site que supostamente diria que as filmagens são reais, foi colocado meses antes do filme ser lançado. Então vamos debater sobre o filme, não sobre se existem abduções, ok?

“Contatos de 4º Grau” já começa com o diretor Olatunde Osunsanmi e a atriz Milla Jovovich falando que o filme se trata de uma mistura de cenas encenas com gravações reais da Doutora Abigail Tyler e que cabe ao espectador crer na história ou não. Sinceramente entendi isso como uma tremenda irônia.

Em Nome, uma pequena cidade do Alaska, a doutora Abigail Tyler (Milla Jovovich) acaba notando algo semelhante em seus pacientes, seus sonhos envolvem sempre uma coruja que os deixam amedrontados, não deixando que eles durmam a noite. Abigail decide fazer uma sessão de hipnose em um dos pacientes para descobrir do que se trata. O resultado é assustador, já que na sessão, o paciente relata que seres estão ali para pegá-lo. Na mesma noite, o paciente ja sabendo da verdade sobre seus sonhos, decide colocar um fim a seu tormento e atira em si mesmo e em sua família.

A partir dai, Abigail entra em um estranho caso em que praticamente toda Nome está envolvida e não tarda a perceber que as aparições noturnas são de alienigenas, que por anos estão abduzindo os moradores da cidade.

Uma coisa interessantíssima do filme é que as cenas “reais” e as ficticias, muitas vezes dividem a tela em split screen e o espectador pode confrontar os dois momentos. Inteligentemente, o diretor deixou as partes onde as coisas acontecem completamente indecifráveis. Nos momentos de tensão, você não vê nada ou não entende nada porque a interferência dos alienigenas deixa as imagens completamente distorcidas. Aqui as cenas de suspense funcionam porque acontecem coisas na frente da câmera e não como em “Atividade Paranormal”, que uma câmera fixa enquadra o nada por cinco minutos. Existem closes para dar ênfase nas interpretações das personagens, um trabalho de câmera muito mais elaborado. E antes que perguntem o porque de “Atividade Paranormal” ter feito mais sucesso, a resposta é simples: divulgação.

Aqui sim, o “real” mantém a tensão e consegue assustar.

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