Guerreiro Silencioso

Valhalla Rising – 2009

Direção: Nicolas Winding Refn

Roteiro: Roy Jacobsen, Nicolas Winding Refn

Elenco: Mads Mikkelsen, Maarten Stevenson, Gordon Brown, Andrew Flanagan

Com seu lançamento sendo direto em DVD no Brasil, “Guerreiro Silencioso” é um filme que posso definir como mininamente estranho. Obviamente que a vontade do diretor e roteirista Nicolas Winding Refn e do roteirista Roy Jacobsen não era fazer um filme de ação, contando de forma tradicional e com cenas velozes e muitas vezes sem sentido. É a edição de “Guerreiro Silencioso” que deixa o filme estranho e muitas vezes cansativo. As cenas são longas e por muitas vezes só mostra paisagens sem nada acontecer.

Uma coisa é clara no filme, a poética é enorme e as figuras de linguagem aparecem o tempo todo, mas analisar de forma filosófica um filme é uma tarefa que acho muito chata. Vamos nos concentrar nas imagens, que por sinal são muito belas, ok?

A fotografia feita por Morten Søborg é linda, com luzes belíssimas e ambientações impressionantes. Tá que boa parte dos belos fundos das cenas foram tratados em pós-produção para chegarem nas cores que tem. Se a fotografia é boa, não dá pra dizer o mesmo do roteiro e da edição, que trabalham juntos para deixar o filme com momentos extremamente chatos e cansativos. Na maior parte, o filme se arrasta por imagens poéticas e longuissímas sem nada acontecer e foram esses momentos que quase me levaram a desligar o filme. Talvez daqui a alguns anos o filme ganhe status de cult, isso já aconteceu com vários outros filmes, mas nesse momento só consigo lembrar do tédio que me passou.

One-Eye (Mads Mikkelsen) é um guerreiro viking que é usado pelo seu dono em lutas até a morte. One-Eye é mudo e apenas o garoto Are (Maarten Stevenson) entende seus pensamentos, servindo muitas vezes como tradutor. Dono de uma enorme força, One-Eye mata seu dono e acaba encontrando um grupo de cristãos que iniciam uma viagem em busca da Terra Prometida. Após vários dias presos em um nevoeiro no mar, eles chegam em um rio e navegam por uma terra nunca vista por nenhum deles. A falta de recursos e os ataques de inimigos desconhecidos causam uma ruptura no grupo que começa a depositar em One-Eye a liderança.

Mesmo com imagens belíssimas, “Guerreiro Silencioso” é um filme muito chato, não presta.

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