Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme

Wall Street: Money Never Sleeps – 2010

Direção: Oliver Stone

Roteiro: Allan Loeb, Stephen Schiff

Elenco: Shia LaBeouf, Michael Douglas, Josh Brolin, Carey Mulligan, Eli Wallach, Susan Sarandon, Frank Langella, Austin Pendleton

Oliver Stone é um diretor que nunca se esquivou de um tema polêmico e por isso mesmo não é uma das pessoas mais queridas em Hollywood. Ao dar continuidade a um filme de 1987, Stone pegou mais um tema difícil, a última crise econômica mundial. Iniciada nos Estados Unidos com o jogo de especulações e consequente quebra de vários bancos, a crise tem seus reflexos até hoje e se não fosse uma enorme injeção de dinheiro do governos dos Estados Unidos, o resultado poderia ser pior.

O filme tem boas lições de economia e a forma como agem nos bastidores as pessoas que realmente mandam no mundo. A Wall Street de  2008 é diferente da de 1987 e isso e bem representado no início quando o personagem de Michael Douglas recebe seus pertences ao sair da prisão. O próprio jeito de Gordon Gekko (Michael Douglas) representa o passado, mas outra coisa que fica é evidente é que quem manipula nunca fica para trás.

Jake Moore (Shia LaBeouf) trabalha em Wall Street e é especializado em empresas de energias renováveis. Ele namora Winnie Gekko (Carey Mulligan), a filha de seu maior ídolo, Gordon Gekko. Gekko, uma lenda de Wall Street, passou vários anos preso por fraude e lavagem de dinheiro. Jake tenta uma aproximação entre pai e filha, mais por admiração ao futuro sogro do que por outra coisa. A atribulada vida de Jake da uma guinada quando a empresa do seu mentor quebra após especulações criadas pelo maior rival, Bretton James (Josh Brolin). Jake tenta dar o troco jogando uma notícia falsa e para sua surpresa Bretton faz uma proposta de emprego. Ao lado de Gekko, Jake trabalha como um agente duplo, tentando recursos para um projeto energético que ele acredita no potencial e elaborando um plano para derrubar Bretton.

Se o filme se concentrasse apenas no jogo pelo dinheiro a coisa se sairia bem, mas Oliver Stone optou por personagens humanos demais e com grandes crises de consciência. O final chega a ser extremamente mela cueca tamanha bondade dos personagens.

As atuações de Michael Douglas e Josh Brolin são os destaques dos filmes, com um sendo mais detestável que o outro. Ja Shia LaBeouf daz o básico para não atrapalhar as coisas.

“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” é um filme bacana, mas o excesso de humanidade e a longa duração cansam, poderia ser melhor.

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