Enterrado Vivo

Estranho isso, mas vou elogiar um filme do Ryan Reynolds. Não que eu tenha algo contra o cara, mas ele só fez bombas ate hoje e por nada nesse mundo é conhecido por ser um bom ator.

Em “Enterrado Vivo” o ator se supera e sozinho conduz um filme tenso e nervoso. Quando digo sozinho, é sozinho mesmo, pois ele é o único ator no filme, já que os demais personagens só aparecem em ligações telefônicas.

O filme é extremamente claustrofobico, já que o personagem está preso em um caixão tendo ao seu alcance apenas um isqueiro, um celular e um cantil com água. O isqueiro e o celular são as únicas fontes de luz e muitas vezes elas se apagam, deixando o som da respiração como único sinal da presença de Paul Conroy (Ryan Reynolds).

Paul é um motorista que trabalha para uma empresa no Oriente Médio, e após um ataque, acorda enterrado em um caixão sem ter idéia de onde está. Essa explicação só é fornecida no meio do filme, já que ele começa com Paul acordando dentro do caixão. Todas as descobertas e diálogos vêm através dos telefonemas que Paul faz e recebe de um funcionário do governo que tenta auxiliá-lo e com o seu sequestrador. Existem ainda outras vozes, como a da mulher de Paul e o representante da companhia em que ele trabalha. Esse representante, mesmo sabendo do risco que Paul corre, por razões contratuais, o demite e assim desvincula o nome da empresa do ataque e de um possível resgate a Paul.

A idéia é simples, mas os diálogos são muito bem feitos e aliados a atuação de Ryan Reynolds, dão um clima muito angustiante e nervoso ao filme. O ator deixa de usar a sua tradicional cara de panaca e transmite o sofrimento e desespero do personagem. O jogo do apagar e acender das luzes compõem o drama,  dando um ritmo bacana ao filme. Quando as coisas começam a ficar lentas, a luz se apaga e só a respiração de Paul fica evidente, mas há também os momentos de puro nervosismo em que a luz se apaga e só os gritos desesperados do homem que mantém o contato com o espectador.

A torcida pelo resgate de Paul só aumenta a cada minuto e é impossível não ficar tenso com o filme. Em alguns minutos, o filme se torna insuportável, mas não por algum aspecto negativo, mas sim pela tensão que é elevada a um nível máximo. O final, por mais óbvio que seja, é bem interessante e de certa forma surpreendente.

Escrito e dirigido por Rodrigo Cortés, “Enterrado Vivo” é um dos melhores filmes de 2010.

Nota: 9

Título Original: Buried

Direção: Rodrigo Cortés

Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Don Payne

Elenco: Ryan Reynolds

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