Padre

Num futuro pós-apocalíptico um grupo de pessoas especiais luta contra vampiros, blá, blá, blá, blá……vocês-sabem-como-continua!!!

Quando fiquei sabendo que Priest (me recuso a chamá-lo de ‘Padre’) era mais uma adaptação de uma HQ fiquei um pouco ressabiado. Afinal as adaptações não tem sido muito ‘bondosas’ com as peças originais, como temos visto ultimamente nas telonas. Tenho que confessar também que, não tendo acompanhado a Graphic Novel, não me esforcei em conhecer a história e não nutri grandes expectativas quanto ao filme. Mas nerd-cinéfilo-crítco-de-cinema que sou, me resignei que em Juiz de Fora só exibiam cópias dubladas e fui com coragem para a tela grande.

Ainda bem! Com uma fotografia que passeia pelo sombrio, a atmosfera pós apocalíptica ‘pega’ logo no princípio. E dá o tom nas cenas de luta muito bem coreografadas. Todas flertando com o ‘bullet time’ do Matrix, afinal já tem mais de 10 anos, já se pode fazer homenagens, né!?!?

Paul Bettany mostra mais uma vez que consegue segurar as cenas de ação sem perder a cara de bom moço, mas não chega a ser nenhum Jason Statham. É uma interpretação porém tão intensa ou melhor do que a que ele teve em Código Da Vinci. Maggie Q consegue fazer o papel de mocinha durona do filme sem precisar exibir uma beleza que supere seu talento, e a possibilidade de um ‘romance proibido’ entre o Priest e a Priestess faz o contra-ponto com a pancadaria nas colônias de vampiros.

Destaque também para a animação em 2D no começo do filme, que nos mostra o que aconteceu antes da história começar. Com um traço que lembra bastante a série animada Guerras Clônicas, a animação não tem medo de abusar dos esquartejamentos e jorros de sangue. Nos preparando para algumas cenas de luta ‘real’ ao longo do filme.

O filme decepciona no entanto, quando tenta dar susto no espectador. Apesar de condizentes com a trama, a maior parte das cenas com potencial de te fazer pelo menos mexer-se na cadeira são anunciadas com alguns segundos de antecedência. Tirando grande parte de seu potencial de susto.

Tive a impressão contudo de que ‘faltou ação no filme’. Não me entendam mal, Priest apresenta boas cenas de luta e uma carga considerável de sangue e desmembramentos. Mas isso nunca é demais, não é mesmo….
O filme é uma ótima diversão por 1h20, no final tem-se a impressão de que é a preparação para alguma série de TV, não que isso tire seu mérito. Além do quê, qualquer vampiro que realmente esquarteje alguns humanos vale a pena depois da onda ‘Crepúsculo’ de purificação….

Nota: 8

Título Original: Priest

Direção: Scott Charles Stewart

Roteiro: Cory Goodman, Min-Woo Hyung (graphic novel “Priest”)

Elenco: Paul Bettany, Cam Gigandet, Karl Urban, Christopher Plummer e Maggie Q

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