Hobo with a shotgun

“Hobo with a Shotgun” é um filme extremamente simples e provavelmente para grande maioria do público, uma grande porcaria. Na verdade, o filme não é para um grande público, sendo limitado a aquelas pessoas que não se importam com sangue voando e curtem um cinem trash.

O filme é oriundo de um dos trailer de “Grindhouse” e assim como “Machete”, não tem medo de ser tosco. As cores são bem saturadas, os personagens bem caricaturais e as situações bem caóticas e surreais. Temos um vilão louco e sanguinolento, cidadãos acuados e sem defesa e um sem teto que do nada resolve salvar o dia e livrar a cidade do caos. Se bem que falar do nada é injustiça, já que ele tem o peito retalhado antes de tomar a decisão de partir para a porrada.

A cidade é o caos absoluto e é dominada por Drake (Brian Downey), um psicopata junto com seus dois filhos. A família Drake comanda a polícia corrupta, o tráfico de drogas e promove joguinhos divertidos como cortar a cabeça das pessoas, tacar fogo em ônibus escolar e colocar a galera para brigar até a morte. É nesse caos que aparece o sem teto, vivido pelo replicante Rutger Hauer.

Já nos primeiros minutos, Drake mostra seu poder, matando seu irmão na frente de um bom número de pessoas, inclusive do sem teto. O andarilho, recém chegado na cidade, observa que ali a justiça não manda em nada e aos poucos vai tomando uma atitude mais enérgica. A primeira que ele salva é Abby (Molly Dunsworth), uma prostituta que quase se ferra nas mãos de um dos filhos de Drake. Depois do ato de heroísmo, ser escorraçado pela polícia, ter o peito cortado e presenciar um asalto a uma loja, o sem teto toma uma decisão e com uma espingarda começa a fazer justiça com as próprias mãos. Óbvio que sair por ai dando tiros não agrada Drake, que o coloca como inimigo público número um, iniciando uma onda de violência contra todos os mendigos.

As cenas como já disse são bem saturadas e usa uma coisa perdida nos anos 80, a ultra violência. Ah que saudade de dilacerações surreais e não me refiro as porcarias usadas em “Jogos Mortais” e “Albergues” da vida.

Um elemento que chama bem atenção do filme é que apesar de ter sangue jorrando, cabeças rolando e mãos sendo destroçadas, a carga dramática é boa. Os diálogos são bem construídos e o sem teto se apresenta como um grande personagem.

Comparações óbvias com “Machete” devem ser feitas, afinal os dois vieram da mesma fonte. “Hobo with a shotgun” é tudo que “Machete” deveria ser, se os seus idealizadores tivessem culhões (palavra maneira) para fazer. Aqui, tudo que se promete é cumprido, a violência, a tensão e a glorificação do cinema trash são bem feitas e fazem dessa produção menor, melhor que a do irmão “rico”.

Muito provavelmente, o filme se tornará cult nos próximos anos, e com grandes méritos.

Nota: 8

Título original: Hobo with a shotgun

Direção: Jason Eisener

Roteiro: John Davies, Jason Eisener, Rob Cotterill

Elenco: Rutger Hauer, Brian Downey, Molly Dunsworth, Gregory Smith, Nick Bateman, Jeremy Akerman, Robb Wells

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