X-Men: Primeira Classe

Calando a boca de muita gente, inclusive a minha, “X-Men: Primeira Classe” é um tremendo filmaço, honrando não só os mutantes, mas a todos os heróis em quadrinhos. Nem precisam vir com o blah blah blah de que a história não é fiél ao quadrinho, que tem erros e tal. Mais uma vez eu repito, isso é cinema e funciona como tal.

Logo ao sair do cinema, mandei uma mensagem ao meu amigo Luís Felipe com o seguintes dizeres: “Chupa Marvel!! First Class é do caralho!!”.  O motivo da ironia com a Marvel Studios é bem simples, os filmes dela são chatos. São adaptações bem fiéis aos quadrinhos? Sim, são. São bons filmes? Não, não são. De tanto se preocupar com o filme dos Vingadores, a Marvel esquece de fazer o agora, deixando os filmes bem meia boca e sempre com aquele link para o próximo. Como a Fox não tem nada com isso, ela faz o que tem que fazer, o filme de agora. Eu sei que a Marvel também está ligada a esse filme aqui, mas sem o poder de decisão que tem nos filmes como “Homem de Ferro” e “Thor”.

Mesmo sendo defensor de que X-Men não precisava de um reboot, ver a formação do grupo foi divertido. Os primeiros combates dos mutantes, Professor Xavier e Magneto jovens já valem a pena de se acompanhar. O que ninguém esperava, creio eu, é que a empatia que o filme gera com Magneto é grande. Do vilão que conhecemos anteriormente, aqui temos um homem guiado pela vingança e que ajuda  e muito o Professor Xavier em sua defesa dos mutantes. Óbvio que uma hora, a defesa que Magneto faz da supremacia dos mutantes iria sobressair, e mesmo sendo ensaiada o filme todo, a sua decisão de se rebelar é uma boa reviravolta.

O roteiro, extremamente bem escrito por uma cacetada de pessoas, arruma tempo para mostrar a infância de Magneto em um campo de concentração, o encontro de Xavier e Mística, a formação dos X-Men, a formação do grupo de mutantes do mal e ter cenas de ação com lutas grandiosas e explorar bem cada personagem. Os únicos personagens que parecem avulsos ali são Azazel e  Maré Selvagem, mas a função estética dos dois é bacana. É aqui que está a grande diferença entre querer fazer um filme e preparar para um futuro filme. “X-Men: Primeira Classe” tem uma boa história, conta bem a origem de seus personagens e possui cenas de ação e dramáticas bem trabalhadas. É a mistura de elementos básicos para se fazer um bom filme e que por alguma razão, a Marvel não usa em seus filmes.

Matthew Vaughn mostra que colocar um quadrinho na mão dele é boa coisa. “Kick-Ass” pode não ter sido um sucesso de bilheteria, mas agradou os fãs e com “X-Men: Primeira Classe” até agora ele vai conseguindo ambas as coisas. Mas lembrem-se de que “Kick-Ass” tinha história e ação. O diretor conseguiu um efeito semelhante ao de J. J. Abrams em “Star Trek”, fazer um reboot respeitando alguns aspectos dos filmes anteriores. Hugh Jackman faz uma aparição como Wolverine, Rebecca Romijn também teu seu momento.

As atuações de James McAvoy e Michael Fassbender são as mais emblemáticas do filme. Ambos conduzem a história de forma perfeita, sem deixar em nenhum momento cair na enrolação. A ligação do Professor X e Magneto é fortíssima e se é muito bem explorada no roteiro, ganhou uma interpretação muito boa dos atores. Kevin Bacon também esta muito bem no papel do vilão, insano e caricatural quando deve e sendo responsável pelas melhores cenas dramáticas do filme. O restante do elenco faz seus papeis com qualidade, com destaque para Jennifer Lawrence que com sua Mística divide boas cenas com os protagonistas.

“X-Men: Primeira Classe” é um filme que prende a atenção do início ao fim. Um bom reinicio para os mutantes e mais uma boa adaptação de Matthew Vaughn.

Nota 9

Título Original: X-Men: First Class

Direção: Matthew Vaughn

Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman, Matthew Vaughn

Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon, Rose Byrne, January Jones, Nicholas Hoult, Lucas Till, Caleb Landry Jones, Zoë Kravitz, Jason Flemyng, Álex González, Oliver Platt, Edi Gathegi, Glenn Morshower, James Remar, Rade Serbedzija, Hugh Jackman

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